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Prévia: Atlético x Democrata

Créditos pela imagem: @munaier e @fred_kong

ATLÉTICO x DEMOCRATA

Sábado; 10/04/10; 18h30; Ipatingão; Campeonato Mineiro; 1º jogo das semi-finais.

Atlético: Aranha; Carlos Alberto, Werley, Campos e Leandro; Zé Luís, Fabiano, Júnior, Renan Oliveira; Diego Tardelli, Muriqui. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Democrata: Bruno; Alex Santos, Lúcio, Matheus e Magal; Dudu Araxá, Saulo, Sandro Manoel e Wanderson; Ely Thadeu e Eraldo. Técnico: Moacir Júnior

Créditos pela prancheta: Mandela

O Atlético inicia hoje sua caminhada rumo as finais do Campeonato Mineiro. Às 18h30 o time de Vanderlei Luxemburgo entra em campo novamente no Ipatingão para enfrentar o Democrata. Desta feita a vantagem dos dois empates não esta com o Galo, assim espero que o time jogue para a frente a fim de reverter isto. Um fato curioso. Somente o Campeonato Mineiro permite que o Galo seja mandante em Ipatinga e visitante no Mineirão, como acontecerá no próximo domingo, no segundo jogo das semi-finais.

Novamente o time sofre com desfalques causados por contusões musculares. As baixas da vez são Coelho, que para por no mínimo três semanas e Cáceres, que ficará fora dos gramados por no mínimo duas semanas. Esse é um preço a se pagar por um time que possui uma alta média de idade. Na lateral-direita entra Carlos Alberto, que apesar de fazer o mais difícil que é chegar a linha de fundo, não consegue cruzar. Entretanto, consegue marcar melhor do que o Coelho. Na zaga, Werley forma a dupla com Campos. Embora Werley não seja um primo de zagueiro, quando se preocupa somente em dar chutões costuma não comprometer.

O meio-campo novamente atuará com dois volantes e dois meias. E novamente o time ficará vulnerável na marcação, somente com Zé Luís que ficará sobrecarregado na função. E isto vai refletir na defesa, pois Fabiano, Júnior e Renan Oliveira pouco auxiliam no combate. O ataque novamente será formado por Tardelli e Muriqui, que estão proibidos de receber cartão amarelo, uma vez que nossas opções para o setor estão extremamente escassas.

Se nas quartas-de-final o regulamento dizia que o Galo poderia empatar duas vezes, agora o mesmo regulamento forçara o time a jogar para frente, que é o que a torcida deseja. Vencer e reverter a vantagem da Pantera é nossa obrigação.

Avante, Galo!

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Leia e sinta o prazer de Ser Atleticano – Roberto Drummond

Feliz daquele que teve um dia na vida a oportunidade de torcer nas arquibancadas do Mineirão para o Clube Atlético Mineiro!!! Feliz daquele que teve um dia na vida a oportunidade de ouvir a narração de um gol do Galo na rádio Itatiaia pelo Willy Gonser ****até mesmo pelo Alberto Rodrigues**** Feliz daquele que desde criança sabe que sempre após um barulho de fogos de artifício, sempre se ouvirá algum apaixonado a gritar GALO!!! Feliz daquele que sabe que um dos grandes poetas e escritores mineiros, Roberto Drumond, traduz sua paixão pelo futebol e porque não pela vida em sentimentos que milhões se orgulham de carregar no peito, o coração alvinegro das Alterosas!!! Feliz daquele que tem amigos que mandam essas mensagens sobre o Galo para quem está longe e há mais de 1 ano não sabe o que é pisar no Mineirão, cantar o hino, pular feito louco, saborear um tropeiro e beber uma cerveja semi-gelada, só para ver o Galo jogar!!! Isso é que é torcer por um time! Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento. Ah, o que é ser atleticano? É uma doença? Doidivanas paixão? Uma religião pagã? Benção dos Céus? É a sorte grande? O primeiro e único mandamento do atleticano é ser fiel e amar o Galo sobre todas as coisas. Daí, que a bandeira atleticana cheira a tudo neste mundo. Cheira ao suor da mulher amada. Cheira a lágrimas. Cheira a grito de gol. Cheira a dor. Cheira a festa e à alegria. Cheira até mesmo a perfume francês. Só não cheira a naftalina, pois nunca conhece o fundo do baú, tremula ao vento. A gente muda de tudo na vida. Muda de cidade. Muda de roupa. Muda de partido político. Muda de religião. Muda de costumes. Até de amor a gente muda. A gente só não muda de time, quando ele é uma tatuagem com as iniciais CAM, do Clube Atlético Mineiro , gravada no coração. É um amor cego e têm a cegueira da paixão. Já vi atleticano agir diante do clube amado com o desespero e a fúria dos apaixonados. Já vi atleticano rasgar a carteira de sócio do clube e jurar: – Nunca mais torço pelo Galo. Já vi atleticano falar assim, mas, logo em seguida, eu o vi catar os pedaços da carteira rasgada e colar, como os amantes fazem com o retrato da amada. Que mistério tem o Atlético que, às vezes, parece que ele é gente? Que a gente o associa às pessoas da família ****pai, mãe, irmão, tio, prima****? Que mistério tem o Atlético que a gente o confunde com uma religião? Que a gente sente vontade de rezar ****Ave Atlético, cheio de graça?**** Que a gente o invoca como só invoca um santo de fé? Que mistério tem o Atlético que, à simples presença de sua camisa preta e branca, um milagre se opera? Que tudo se alegra à passagem de sua bandeira? Que tudo se transfigura num mar preto e branco? Ser Atleticano é um querer bem. É uma ideologia. Não me perguntem se eu sou de esquerda ou de direita. Acima de tudo, sou atleticano, e nesse amor, pertenço ao maior de partido político que existe: O Partido do Clube Atlético Mineiro, o PCAM, onde cabem homens, mulheres, jovens, crianças. Diante do Atlético todos são iguais: o bancário pode tanto quanto o banqueiro, o operário vale tanto quanto o industrial. Toda manhã, quando acordo, eu rezo: obrigado, Senhor, por ter me dado a sorte de torcer pelo Atlético. Saudações atleticanas!

Não digam que eu sou branco. Que eu sou negro. Que eu sou amarelo. Que eu sou vermelho. Branca e preta é a minha pele e o Atlético é o sonho meu. Se eu procurar o amor e disserem que o amor morreu. Se tentar cantar e souber que a canção acabou. Se for trabalhar e falarem que eu não tenho mais trabalho. Se eu procurar meu pai e informarem que meu pai morreu. Se procurar pela mãe e falarem: sua mãe morreu. Se chamar pela moça amada e for em vão minha procura. Se sentir sede e não houver mais água. Se tudo for assim, mesmo sem uma canção, ainda assim cantarei e gritarei: Galo. O Atlético é como o pai da gente. É água na hora da sede. É o ombro amigo onde você pode desabafar suas mágoas. Se me mandarem para uma ilha deserta, ainda assim eu não estarei só, porque o Atlético vai comigo. Se eu for pra China. Se for pra Conchinchina, Coréia ou Japão. Em lugar algum, cercado de estrangeiros, eu me sentirei só porque o Atlético vai comigo. O Atlético me ensinou a amar o mundo. Viva o Campeão do Gelo. Viva o Atlético de todos os times. Viva o time de Kafunga, Murilo e Ramos (depois Osvaldo), viva o grande Mexicano, um viva pra Zé do Monte, e Silva (que morreu tuberculoso), viva Carango, depois Afonso Bandejão. Com Lucas, que fazia gols ao apagar das luzes, escrevo esta crônica. Prossigo com Lauro, que ainda vive, com o meu herói e amigo Carlaile e seus gols de bicicleta, com Lero (depois Alvinho) e Nívio, que era de Santa Luzia, eu sigo em frente. Não sou do PT, nem do PSDB, nem do PPS ou PC do B. Do PFL eu não sou. Eu amanheço Lula e anoiteço Serra. Fico indeciso em quem votar. Só o Atlético é minha verdade. Amo a moça loura. Amo a morena. A moça negra eu amo. Mas a moça alvinegra é que mora no meu coração. Já mudei de tudo neste mundo. Mudei de cidade. Mudei de partido político. Mudei de religião e ao catolicismo voltei. Já fui ateu e acreditava em Deus. Coisa de mineiro. Mudei de casa. Mudei de amor (e a uma mulher morena voltei). Eu só não mudei de time: faça sol ou faça chuva, anoiteça ou amanheça, na alegria e na dor, eu só não mudei de time. O Atlético é meu café da manhã. É o cigarro que não fumo. É o sono que eu não durmo. É minha insônia e minha canção. É meu primeiro e meu último amor. Eu sou como o atleticano. Se houver uma camisa branca e preta pendurada no varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento.

Pós-jogo: Atlético x América

Créditos pela imagem: @munaier e @fred_kong

A duras penas o Galo conseguiu sua classificação contra o América, ao empatar um jogo que parecia ganho por 2×2. O Atlético foi beneficiado por um expulsão do América ainda no primeiro tempo, mas mesmo assim atuou mal o jogo inteiro, não conseguindo aproveitar a vantagem numérica, traduzindo-a em gols. Além disto, praticamente todos tiveram uma atuação pífia, muito abaixo do que podem e o principal, do que a torcida espera. Se o time de Luxemburgo não acordar para o campeonato e mais, para o ano, chegáramos em novembro com nosso presidente lamentando mais um ano jogado no lixo.

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A partida de ontem evidenciou novamente a fragilidade da defesa Atleticana. Colocar três zagueiros foi um erro. Definitivamente este esquema nunca funcionou na história do Galo e não vai ser agora que funcionará. O que precisávamos era de mais proteção no meio-campo. Se Corrêa não tinha condição de atuar, que Jonílson fosse utilizado ao lado de Zé Luís, que sozinho na contenção teve que se desdobrar na partida inteira, conseguindo fazer um gol. E detalhe para o seu gol: pasmem, saiu de uma cobrança de escanteio, talvez por isto a chuva ameaçou a cair ontem em Belo Horizonte. Aranha novamente se mostrou inseguro em alguns lances, mas ontem parecia estar mais atento, fazendo importantes defesas. Porém, seus companheiros de defesa foram muito mal. Cáceres e Coelho saírem machucados, o que na verdade reforçou o time. Leandro não marca ninguém e Júnior não suporta mais atuar em alto nível, infelizmente o tempo é cruel. O único regular foi Campos, mas sozinho não se garante uma defesa inteira.

O meio-campo foi muito mal, errando muitos passes, não conseguindo armar, não ligando os contra-ataques. Quando alguns pedem reforços para o setor são taxados de diversas coisas, mas a situação esta exposta, só não enxerga que não quer. E até no ataque fomos mal. Erramos gols fáceis, ainda ouso dizer que por preciosismo dos nossos atacantes. Tardelli perdeu um gol de baixo das traves e no lance seguinte o Coelho empatou a partida, de maneira justa, diga-se de passagem. Houvesse mais cinco minutos de partida, talvez a casa do Galo caísse definitivamente. A se destacar também a atuação ridícula do juiz, para ambas as equipes. Fica a dúvida são mal intencionados ou mal preparados mesmo.

Eu não sei o que vocês, torcedor, espera desse time para o ano inteiro, mas com o que temos eu não espero nada. O que vier para mim é lucro. Em três partidas contra o América não conseguimos vencer nenhuma, mesmo com um jogados a mais nesta última partida. E mais, não vencemos o Coelho desde 2007. Para o Mineiro não podemos mais nos reforçar, mas ainda tem tempo para abrir os olhos para o Brasileiro e Sul-Americana.

Créditos pela imagem: Superesportes

ATUAÇÕES

Aranha: Foi inseguro em alguns lances, mas esteve mais atento, fazendo defesas importantes que garantiram a classificação.

Cáceres: Nem sombra daquele que um dia já vestiu a camisa Alvinegra.

Werley: O mesmo de sempre. Esforçado, mas limitado. Ainda tirou o Aranha do lance do primeiro gol do América.

Campos: O único que se salva na defesa do Galo. É um jogador regular em todas as partidas.

Coelho: Mal enquanto esteve em campo. Sua contusão reforçou o time.

Zé Luís: Fez o que pode na marcação e ainda fez um gol.

Fabiano: Não repetiu as partidas anteriores, jogou mal.

Renan Oliveira: Foi muito mal. Não conseguiu marcar, nem atacar. E muito menos armar. Errou passes fáceis, inclusive de contra-ataque. O tempo urge, garoto.

Júnior: Apagado tanto na lateral, quanto no meio. Conseguiu ao menos uma assistência para o gol de Zé Luís.

Muriqui: Foi muito abaixo do que pode jogar, mas foi o melhor do ataque.

Tardelli: Errou gols fáceis, passes e finalizações.

Leandro: Péssimo na marcação e também não atacou. Lateral-esquerda é um defeito crônico deste time.

Carlos Alberto: Se não é um primor de jogar, ao menos consegue marcar melhor do que o Coelho. Mas quem não consegue?

Ricardinho: O mesmo de sempre. Pega a bola e toca pro lado.

Vanderlei Luxemburo: Errou no esquema de jogo, depois os Deuses do Futebol consertaram com as contusões.

Prévia: Atlético x América

Créditos pela imagem: @munaier e @fred_kong

ATLÉTICO x AMÉRICA

Quarta-feira; 07/04/10; 19h30; Ipatingão; Campeonato Mineirol

Atlético: Aranha; Coelho, Cáceres, Campos e Leandro; Zé Luís, Fabiano, Corrêa (Jonílson; Júnior) e Renan Oliveira; Diego Tardelli, Muriqui. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

América: Flávio; Preto, Gabriel Santos e Fabrício; Danilo, Dudu, Leandro Ferreira, Irênio e Rodrigo; Laécio e Fábio Júnior. Técnico: Mauro Fernandes

Créditos pela prancheta: Mandela

O primeiro semi-finalista do Campeonato Mineiro 2010 será conhecido hoje, em Ipatinga. Atlético e América voltarão a se encontrar em um jogo que promete ser novamente emocionante. Na primeira partida o resultado foi de 3×3, onde ambas as equipes criaram chances para saírem vencedoras do embate. No jogo da volta, o Galo joga por qualquer vitória ou qualquer empate para se classificar.

Para esta partida o técnico Vanderlei Luxemburgo conta com a volta do zagueiro Campos, fortalecendo a defesa. Também a volta do volante Zé Luís, que fez muita falta na última partida, uma vez que o meio-campo deixou a defesa extremamente exposta. E por isto, talvez o esquema seja mudado. Sairia o meia Júnior para a volta do volante Corrêa, após um mês se recuperando de contusão. Entretanto, não se sabe ao certo quanto tempo ele agüentaria em um partida, por isto talvez Jonílson seria mantido no meio-campo ao lado de Zé Luís, com Fabiano completando a trinca de volantes. Renan Oliveira ficaria com menos obrigação de marcar, logo com mais liberdade para armar. Para mim esta seria a formação que daria maior equilíbrio ao meio-campo Alvinegro, apesar de gostar do esquema com dois volantes e dois meias, porém os meias do Galo só querem jogar com a bola no pé, o que prejudica a marcação.  Além disto, com dois volantes os laterais seriam mais protegidos, pois na última partida dois dos três gols do América saíram nas costas do Leandro. Em um jogo em que o Galo possui a vantagem, nada melhor do que ter um ataque rápido para tentar encaixar um contra-ataque que seja mortal. E neste quesito, Tardelli e Muriqui correspondem à altura.

Avante, Galo!

Round 2 no Camp Nou: Barça x Gunners

O Barcelona enfrenta o Arsenal, nesta terça-feira, em casa pela volta das quartas de final da Liga dos Campeões com o objetivo de acabar com o retrospecto negativo que tem em confrontos contra equipes inglesas no Camp Nou. Em busca de sua terceira semifinal consecutiva na Liga, o Barça tem que superar o tabu de não ter vencido nenhum dos últimos cinco jogos contra clubes da Inglaterra disputados diante de sua torcida.

Por outro lado, a equipe comandada por Josep Guardiola tem a seu favor o fato de jogar pelo empate em 0 a 0 ou 1 a 1 – no jogo de ida, Arsenal e Barça empataram em 2 a 2 – e os diversos desfalques no time de Londres. O técnico do Arsenal, Arsène Wenger, não poderá contar com o meio-campo espanhol Cesc Fàbregas, o atacante russo Andrei Arshavin, o zagueiro francês William Gallas e o meia camaronês Alex Song, todos lesionados. Fábregas não entraria em campo contra o Barcelona de qualquer forma, já que estava suspenso por receber seu terceiro cartão amarelo.

Guardiola também será obrigado a mudar o time do Barcelona, já que sua dupla de zagueiros, os catalães Puyol e Piqué, deverão cumprir uma partida de suspensão – o primeiro foi expulso na partida de ida e o segundo recebeu seu terceiro cartão amarelo. No Camp Nou, o Barça deve jogar com Milito e Márquez na defesa. Abidal, recuperado de lesão, e o brasileiro Daniel Alves, jogam pelas laterais. No meio-campo, o Barcelona recupera Keita, que não jogou contra o Athletic, junto com Xavi e Sergio Busquets. Sem Ibrahimovic, Bojan e Thierry Henry aparecem como as principais opções de Guardiola para o ataque. Além disto, Iniesta se recuperou de lesão e esta relacionado para a partida. No mínimo ele ficará no banco de reservar, representando uma arma importante para o segundo tempo.

Pós-jogo: América x Atético

Créditos pela imagem: @munaier e @fred_kong

Se o primeiro jogo válido pelas quartas-de-final entre América x Atlético não foi um primor técnico, sobrou em emoção. Com um campo muito pesado, devido a chuva, o Galo teve que sair de um resultado adverso de 2×0 antes dos 30 minutos do primeiro tempo, conseguiu virar o jogo para 3×2, mas sofreu o empate, novamente em um lance de bola parada.

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Muitos culparam exclusivamente a zaga e o goleiro pelos gols sofridos pelo Galo, entretanto os três gols do América foram graças a falhas coletivas do time de Luxemburgo. No primeiro gol, ninguém acompanhou o ala Danilo (excelente jogador, espero que o Galo o contrate antes que o outro lado o faça) que jogou livre o jogo inteiro nas costas do Leandro. No segundo gol, a bola estava no pé do Atlético, quando Júnior quis brincar no meio-campo, perdeu, o América partiu em contra-ataque e novamente nas costas do Leandro chegou ao segundo gol. Por fim, no lance que originou o terceiro gol Americano, a bola estava novamente no pé do Atlético, que perdeu e teve que parar o lance com falta.

Um setor que precisa urgentemente ser corrigido são as laterais. Se as avenidas não forem fechadas, vamos ter sérias dificuldades no Brasileiro. Contra Chapecoense e Ituiutaba é fácil jogar, mas contra times onde os laterais e atacantes adversários são rápidos, vamos sofrer com os atuais laterais. Outra coisa que ficou evidenciada é a fragilidade do banco que o técnico Luxemburgo tem a sua disposição. Quando se olha para o banco, a possibilidade de ter um jogaodr que mude a partida é pequena. Sobretudo agora que Obina ficará muito tempo parado, e o ataque esta fragilizado. Qualificação do elenco para ontem!

Eu sou adepto de um time que jogue com dois volantes e dois meias, como Luxemburgo esta montando o Atlético, mas para que o esquema funcione estes meias precisam ajudar na marcação. O futebol moderno não permite jogar apenas com a bola no pé. Se fosse na década de 70 ou 80 seria outra história. No jogo de ontem, Jonílson ficou sobrecarregado na marcação, pois Fabiano não é um grande marcador e no ataque ele esta se mostrando muito mais eficiente. Assim, eu montaria o meio-campo com Zé Luís, Corrêa (Jonílson), Fabiano, Renan Oliveira (Júnior). Desta forma, o meio ficaria mais equilibrado e a defesa não ficaria tão exposta. Lembrem sempre que um jogo se ganha é no meio-campo e não ter este setor consistente e competitivo significa fracasso certo em uma partida.

Apesar de não ter conseguido a vitória, o Galo joga por um empate na quarta, em Ipatinga, para selar a classificação para as semi-finais. O time provavelmente contará com a volta do zagueiro Campos, o que deve deixar o setor ainda mais forte.

ATUAÇÕES

Aranha: Não teve culpa nos gols, entretanto esta longe de passar confiança.

Coelho: Esteve mal, não conseguiu defender e nem atacar, que é o seu forte. Apesar de uma assistência para o gol de Fabiano, mas contou com o desvio na barreira.

Cáceres: Partida regular, mas ainda esta longe de ser aquele que outrora jogou no Galo.

Werley: Regular, ainda tem muito a melhorar.

Leandro: Mal, foi uma via expressa por onde o América soube explorar muito bem, especialmente com o ala Danilo. Por ali saíram dois gols do América.

Jonílson: Ficou sobrecarregado na marcação. Fez o que pode, mas ainda comete muitas faltas.

Fabiano: O melhor em campo, marcando três gols. A cada partida vai consolidando sua condição de titular no time de Luxemburgo.

Júnior: Mal, não conseguiu jogar. Não sei se o campo pesado prejudicou, mas não jogou bem. No segundo gol do América, a bola estava em seu pé.

Renan Oliveira: Discreto, participou apenas na jogada do segundo gol do Galo. Seu mérito foi conseguir trazer o volante do América para o lado do campo para aparecer os espaços para Fabiano jogar.

Muriqui: Deu trabalho para a zaga do América, mas ainda lhe falta sorte. Novamente parou na trave.

Tardelli: Também deu trabalho para a zaga do América mesmo sem seu brilho tradicional e perdendo algumas bolas fáceis, mas faltou que o Atlético encaixasse um contra-ataque no segundo tempo para matar o jogo usando sua velocidade.

Ricardinho: Péssimo. E pior, parecia não estar comprometido com o jogo.

Carlos Alberto: Se não é um primor para atacar, consegue pelo ou menos marcar melhor do que o Coelho.

Giovanni: Teve pouco tempo para jogar, mas foi esforçado.

Créditos: Superesportes

Prévia: América x Atlético

Créditos pela imagem: @munaier e @fred_kong

AMÉRICA x ATLÉTICO

Domingo; 04/04/10; 16h; Mineirão; Campeonato Mineirol

América: Flávio, Preto, Gabriel Santos e Otávio; Danilo, Leandro Ferreira, Dudu, Rodrigo e Zé Rodolfo; Laércio e Joãozinho

Atlético: Aranha; Coelho, Cáceres, Werley e Leandro; Zé Luís, Fabiano, Júnior e Renan Oliveira; Diego Tardelli, Muriqui. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Créditos pela prancheta: Mandela

O Clássico das Multidões será o principal confronto das quartas-de-final do Campeonato Mineiro de 2010. Por ter feito melhor campanha o Galo joga por dois resultados iguais, ou seja, dois empates, ou uma vitória e uma derrota pelo mesmo número de gols. Entretanto, o Galo deve buscar o resultado desde a primeira partida e se comportar como um time que almeja o título, agredindo o adversário desde o início.

O time será o mesmo que goleou a Chapecoense na última quinta-feira, exceção ao atacante Obina, que deverá ficar parado cerca de um mês para tratar a contusão no tornozelo. Em seu lugar entra Muriqui, que fez excelente partida na quinta, sendo para mim o melhor em campo. Ele formará ao lado de Tardelli o que é, na minha visão, a dupla ideal de ataque. A expectativa é que a defesa se comporte bem mais uma vez, sem se comprometer. Desta maneira o zagueiro Werley voltou a se destacar, jogando simples e de maneira objetiva. O meio-campo terá novamente dois volantes e dois meias. Que Júnior e Renan Oliveira estejam ligados desde o início da partida, armando e auxiliando na marcação, pois no futebol moderno não existe a possibilidade de jogar somente com a bola no pé.

Que o time esteja atento aos cartões amarelos, uma vez que alguns jogadores estão pendurados e o juiz pode querer tirá-los do jogo da volta, que será na próxima quarta-feira, em Ipatinga.

Avante, Galo!